terça-feira, agosto 26, 2014

BELA CRUZ — biografia do município


BELA CRUZ — biografia do município

quinta-feira, agosto 07, 2014

Maçonaria explicada

HISTÓRIA  

  

A História da Maçonaria, remonta ao tempo do Rei Salomão. Como sabemos Salomão foi um homem muito sábio mas por conta de suas abominações com as mulheres de terras estranhas ele abandonou a Deus. Mas antes Deus lhe deu o entendimento de construções, então ele ordenou a construção de um magnífico Templo, conhecido como "O Templo de Salomão".


   
O único, além de Salomão, que sabia decifrar as escrituras do Templo do Rei Salomão, era Hiram Abiff, este era Arquiteto e foi enviado por Hirão o Rei de Tiro, aliado do Rei Salomão. Hiram Abiff com um caráter e um grau de sabedoria bem elevado conquistou o Rei Salomão e o Rei deu a ele o conhecimento de decifrar os códigos para a construção do Templo que Salomão construiria para Deus.( 1 Reis cap 7:13)
   A Lenda de Hiram Abiff, se dá como tendo sido assassinado por três maus companheiros. Lenda é um relato fantasioso que parte de um fato verídico; Hiram o arquiteto existiu; a história dos Hebreus o refere; e ele foi assassinado por três construtores porque ele era o único que sabia decifrar as escrituras do templo de Salomão, as quais alguns tinham cobiça. Alguns autores dizem que a Lenda teria sido criada para dar sustento político à casa real dos Stuart.

   
Os nomes dos três companheiros que assassinaram a Hiram Abiff seriam Jubela, Jubelo e Jubelum; que deram origem aos sinais (posturas) dos três primeiros Graus maçônicos, simbolizando o corte da garganta; a extração do coração e a dilaceração do ventre, forma como Hiram teria sido assassinado, dentro da Lenda de Hiran Abiff, conhecida como Lenda do Terceiro Grau.
   Nesta Lenda, surgem três "Assassinos", que feriram de morte o Mestre, através de golpes com instrumentos de trabalho, a régua, o esquadro e o maço. Todos os golpes contribuíram para essa morte e todos os produziram com excessivo dolo. Diz-se em maçonaria, "Assassino", aquele que "trai" os ideais maçônicos, pois "destrói" a vida espiritual.
   Logo após a construção do templo, Salomão despreza o concerto que fez com Deus, quando passa a buscar e adorar aos deuses de suas mulheres, assim Deus se aparta de Salomão. Então o Rei usa a sua sabedoria e segundo os satanistas e mestres em sabedoria, monges etc... Salomão aprisionou 72 espíritos e fez um livro chamado "goética". Esse livro ele mostra como pactuar com eles e invoca-los, através do demônio Baphomet.

Baphomet ou Bafomé
Todas as técnicas, foram guardadas em pergaminhos, e segundo historiadores se perderam com as destruições dos templos, em 587 a.c e em 68 d.c. Porém em plena idade média, na época das cruzadas, um grupo chamado de Cavaleiros do Templo resolveram guardar os caminhos dos cristãos que iam a terra santa em peregrinação.





Cavaleiros Templários
A ORIGEM MAÇOM
  A Ordem dos Cavaleiros Templários, por volta de 1119-1314), que inicialmente tinha por propósito proteger a peregrinação de cristãos no caminho a Terra Santa. Mas segundo relatos, em 9 anos esse propósito não foi respeitado, onde especulam que os Templários teriam adquirido um tesouro proveniente dos escombros do Templo de Salomão. Especulam-se que sejam segredos de construções e símbolos que os templários usavam, e posteriormente pelos maçons, nas construções góticas.

   Após a volta dos Templários as nações ao redor de Roma começaram a se organizar de forma que cada novo integrante deixasse todas as suas poses para a ordem e se ingressava nela, essas reuniões eram fechadas e secretas. Os adeptos a Ordem tinham se espalhado por toda a Europa. Especula-se que a Ordem dos Assassinos, antiga seita que fumavam haxixe e matavam em nome de Alá, porém muitos livros relatam a união das duas ordens. 
   A Ordem adquiriu grandes posses chegando a ser tão poderosa financeiramente quanto as nações. Começaram emprestar dinheiro a Juros as nações e aos senhores feudais. Mas o poder e a influência da Igreja Católica, os viam como uma ameaça, e começaram a induzir as nações que acabassem com a ameaça. No início a mesma Igreja Católica tinha dado autorização para a Ordem funcionar. 
Assista todos os vídeos da serie Illuminati de uma forma mais resumida.
A ordem de prisão foi redigida em 14 de Setembro de 1307 no dia da exaltação da Santa Cruz, e no dia 13 de Outubro de 1307 (uma sexta-feira) o rei obrigou o comparecimento de todos os templários da França. Os templários foram encarcerados em masmorras e submetidos a torturas para se declararem culpados de heresia, no pergaminho redigido após a investigação dos interrogatórios, no Castelo de Chinon, no qual Filipe IV de França (Felipe, o Belo), influenciado por Guilherme de Nogaret havia prendido ilicitamente o último grão-mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem.

O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V, absolveu os templários, das acusações de heresia, evidenciando, assim, que a queda histórica da Ordem deu-se por causa da perda de sua missão e de razões de oportunismo político.
   Da perda de sua missão o que caracterizou não mais uma vida austera como no inicio da ordem se aproveitou Felipe, o Belo, para se apoderar dos bens da Ordem, acusando-a de ter se corrompido. Ele encarcerou os Superiores dos Templários, e, depois de um processo iníquo, os fez queimar vivos, pois obtivera deles confissões sob tortura, que eram consideradas nulas pelas leis da Igreja e da Inquisição, bem como pelos Concílio de Vienne (França) em 1311 e Concílio regional de Narbona (França) em 1243.
INICIO OFICIAL 
   A Franco-Maçonaria iniciou-se com os pedreiros livres que com as suas técnicas ergueram as grandes catedrais do norte da Europa, preparando o caminho para as sociedades secretas. Sabiam transformar simples pedras em grandes palácios. Graças as suas técnicas fascinantes eles eram livres para ir a todas as nações da Europa.

   Para provar seu posto na categoria , os pedreiros que chegavam a uma obra, apertavam a mão do Mestre para este saber qual era seu nível, se era Aprendiz, Artesão ou Mestre. Os antigos templários se ajuntaram as Pedreiros livres, para poderem passar de uma nação para outra sem ser  descobertos, e assim manteram a ordem dos templários viva dentro da Sociedade dos pedreiros livres. Em 1599, foi fundada a primeira loja de pedreiros livres, criando assim a Grande Loja da Escócia.
   O Nome Grande Loja, deriva se dos alojamentos onde os Pedreiros faziam suas refeições. A Partir de 1700, muitos cientistas como Galileu, Newton e outros cientistas, que eram pensadores maçons, propuseram uma nova filosofia de pensar, uma filosofia que compreendia a ciência do Mundo sem a misturar com a Religião, causando inúmeros conflitos com os católicos por toda a Europa. Os maçons propunham a Liberdade de expressão, a Fraternidade, o Direito de ir e vir, a separação do estado da Igreja, seguindo ideais illuministas como igualdade e fraternidade.
   A Revolução Francesa, A Independência Americana e a separação de Estado da Igreja foi patrocinado por ideias Illuministas, Illuminatis e Maçons que incorporavam as duas primeiras. A capital Americana foi totalmente planejada por maçons que fizeram incursões e símbolos ocultos em suas ruas e monumentos, sendo que o George Washington, e Benjamin Franklin, eram maçons e  ao todo 13 presidentes americanos foram maçons.
   Os rituais de iniciação da maçonaria datam-se dos Judeus da época de Salomão, seus significados não são entendidos nem pelos próprios maçons, Segundo Steve Bullock ,PH D, o segredo da maçonaria está no próprio maçom, de entender a sua busca pelo sabedoria.
   Porém assim como Salomão se curvou a deuses estranhos como aos deuses do Egito, a Maçonaria curva-se a deuses como Hórus, Ossíris etc... Para os maçons o seu Deus é GADU, o Grande Arquiteto do Universo e também se submetem a Jabulon ( Uma mistura de Baal, Ossíris e Jafé). O Maçom não sabe ou finge não saber mas está na eterna busca de alcançar a luz que lúcifer perdeu, eles estão do mesmo lado de Lúcifer que já caiu do Céu por querer ser mais sábio e iluminado que Deus. Assim como Buda alcançou uma iluminação espiritual que nada mais é que uma ligação íntima com Lúcifer. A Opinião Pública sabe que A maçonaria (forma reduzida e usual de franco-maçonaria) é uma sociedade discreta de carácter universal, cujos membros cultivam o aclassismohumanidade, os princípios da liberdadedemocraciaigualdadefraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.
Portanto a maçonaria é uma sociedade fraternal, que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raçareligião, ideário político ou posição social. Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição.
   Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autónomas, designadas por oficinasateliersou (como são mais conhecidas e correctamente designadas) lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si."
   Existem, no mundo, aproximadamente 5,5 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Destes 3,2 - (58%)- nos Estados Unidos - USA, 1,2 -(22%) - no Reino Unido e 1,0(20%) no resto do mundo. No Brasil são aproximadamente 150 mil maçons regulares (2,7 %) e 4.700 Lojas.
   O Maçom é abominável? Sim pois adora as ciências do Mundo e a demônios, mesmo sem saber. Mas não são diferentes de pessoas que adoram amuletos, imagens, esculturas, Ou enganadores de fiéis e vendendo a palavra de Deus sem a possuir e usando Deus para lucrar.
   Está escrito: "a Sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus" ( 1 Corintios cap 3:19), Cristo também disse que Deus ocultou as coisas divinas aos sábios e entendidos e revelou aos pequeninos ( São Mateus cap 11:19), Devemos buscar a ciência da Terra com Moderação e buscar que Deus nos ilumine e de o entendimento da sua palavra, pois os teólogos e outros se corromperam ao tentar desvendada-la. mas sabemos que aonde a Ciência acaba a Fé começa.
SIGNIFICADO DO SÍMBOLO DA MAÇONARIA 

   O Significado desse símbolo representa dois instrumentos que os antigos pedreiros livres usavam para construir, porém a partir da entrada dos templários o símbolo passa a simbolizar o antigo selo de salomão ou estrela de Davi. A letra G simboliza a crença em G.A.D.U o Grande arquiteto do Universo, porém existe outro deus que eles cultuam que é JahBuLon, esse simboliza a união de três deuses, O Verdadeiro Deus que é Jafé simboliza Jah, Bu é uma alegoria a Baal, enquanto historiadores e teólogos referem Osíris a Lon.


SIGNIFICADO DO PISO MAÇOM E AS 2 COLUNAS
   As 2 colunas e o piso branco e preto, simbolizam a junção entre o Bem e o Mal, o Mundo Físico e o Mundo  Material, A Luz e as trevas, A direita e a esquerda, o Norte e o sul. Na verdade isso vem em parte da sabedoria de Lúcifer que queria juntar a Luz com as Trevas.

O deus maçon!



    GADU (Grande Arquiteto do Universo) para os maçons GADU se refere ao principal Criador de tudo que existe, principalmente do mundo material (demiurgo) independente de uma crença ou religião específica. 
   Para os adeptos e irmãos da Maçonaria, GADU é qualquer representante de qualquer religião que o adepto cultue como seu Deus, independente de qualquer fanatismo. entre os mais de 3 milhões de adeptos da maçonaria, se destaca o deus Jahbulon.
   Jahbulon ou Jabulon é uma palavra que foi utilizado para representar o nome inefável de Deus, em algumas sociedades como a Maçonariae a Ordo Templi Orientis.A palavra Jahbulon também é representada em outras formações como Yahbulon ou Jao-Bul-On ou Jah-Buh-Lun ou Jah-Bul-Lun ou Jah-Bel-On.

representação de Jahbulon 

Foi utilizado historicamente, em alguns rituais do grau de Arco Real, no Rito de York, segundo Duncan; e de acordo com Francis X. King, também é utilizada nos rituais do Ordo Templi Orientis, visto que Aleister Crowley teria contato com vários grupos clandestinos maçônico. 
  Segundo Stephen Knight, autor de A Irmandade, ele afirma que  para a existência desse nome para representar a Deus na maçonaria A afirmação seria de que um "deus" adorado na maçonaria seria a combinação de "Jeová-Baal-Osiris.". segundo a seita satânica, baal é um dos príncipes de Lúcifer, já caracterizando uma adoração satânica a lúcifer, além de contradizer toda o monoteísmo que afirmam ser uma marca maçônica.

JAHBULON na Copa do Mundo

O nome escolhido para a Bola da Copa do mundo 2010 foi Jabulani.
Mas que nome mais inocente para colocar em uma bola...
http://www.spox.com/de/sport/fussball/wm/wm2010/1004/Bilder/franz-beckenbauer-jo-buli-finalball-adidas-514.jpg
   
    O significado da palavra é controverso, a Adidas diz que vem do idioma Bantu isiZulu, causou uma pequena confusão entre a Fifa e a Adidas, uma vez que Kleiman afirmou que o significado é “aquela que traz felicidade aos povos”, enquanto a apresentadora do sorteio dos grupos da Copa do Mundo, a atriz Charlize Theron, deu uma definição diferente: “seja feliz”. Outro site diz: No idioma zulu, nome significa literalmente 'celebrar'
   Bem, eles estão procurando um significado racional até agora, pois na verdade se trata de uma variação de JAHBULON - O que confirma todas as teorias anteriores de que o futebol seja realmente um ritual religioso mágico-cabalistico


http://2.bp.blogspot.com/_DjaZ6gx6djk/Szj9U0o8oEI/AAAAAAAAEiM/SU2sSBGbB40/adidas-CAF-Africa-Cup-of-Nations-2010-angola-Jabulani-match-ball.jpg
  
    Porque será que quando o Cid Moreira da rede Globo, começava a pronunciar a palavra em um tom de suspense em lances engraçados da bola na copa, nós até assustavamos e repetíamos sua fala por um bom tempo?


quarta-feira, julho 30, 2014

OS DE ONTEM

Homenagem ao município do Acaraú, nos seus 165 anos de emancipação política


Homenagem ao Município do Acaraú, minha terra natal (e minha também, Dimas Carvalho).

 Dimas Carvalho

Acaraú, nas tuas largas ruas,
A poeira dos séculos repousa:
Petrificada luz que no chão pousa,
Antiga Luz de tantos sóis e luas...
O silêncio é o presente que não ousa
Transpor o Rio, onde o passado estua...
Mas quando, à noite, o vento do Mistério,
Por entre as ruas e avenidas sopra,
Vejo surdir a inumerável tropa,
Vinda do Abismo do esplendor funéreo...
São os ginetes do passado. São
Os teus fantasmas, cada qual ao turno,
Que lhe compete, de gibão, coturno,
Deslizando em suave procissão...
Acaraú, ó girassol noturno,
Do Ceará emblema e coração.


Dimas Carvalho

sexta-feira, julho 25, 2014

Barro, barroco



Sem você, sou a parte, não o todo.
Mas quando, sendo partes, nos amamos,
Então somos, o todo, desse instante... 
E sentimos ser o todo até o fim.

Vicente Freitas

quinta-feira, julho 24, 2014

Indagação

Como é o corpo?
Como é o corpo da mulher? 
Onde começa: aqui no chão
Ou na cabeleira, e vem descendo?
Como é a perna subindo e vai subindo
Até onde?
Vê-la num corisco é uma dor 
No peito, a terra treme.
Diz-que na mulher tem partes lindas
E nunca se revelam.
Maciezas Redondas.
Como fazem
Nuas, na bacia, se lavando,
Para não se verem nuas nuas nuas?
Por que dentro do vestido muitos outros vestidos e brancuras e engomados,
Até onde?
Quando é que já sem roupa
É ela mesma, só mulher?
E como que faz
Quando que faz
Se é que faz
O que fazemos todos porcamente?


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, maio 12, 2014

Retalho histórico da vida religiosa de Cruz

Capela


Consta digno de registro histórico, no Livro de Tombo da Paróquia
Igreja Matriz de Cruz
de Nossa Senhora da Conceição em Acaraú, a transcrição de uma carta de Dom Joaquim José Vieira, então 2º Bispo do Ceará, data-da de 14 de setembro de 1885, que enaltece a pessoa de Francisco Bernardino Albuquer-que, designado como instituidor pelo seu empenho na dispo-nibilização de seus próprios recursos, bem como, na captação de mão de obra junto à pequena comunidade de Cruz, para a edificação da capela consagrada que foi a São Francisco.

No já distante ano de 1884, no vigésimo dia do mês de dezembro, a pequena capela, recém erguida, foi abençoada solenemente pelo Pe. Vicente Giffoni Patrício e com participação de pessoas vindas da Paróquia de Acaraú, onde juntamente com a comunidade local, trouxeram nesse dia, em procissão, a imagem de São Francisco de Assis que pode ser vista no altar da nave principal de nossa Matriz.

No paroquiato do Pe. Sabino de Lima Feijão foi efetuada uma grande reforma, transformando por completo a acanhada capelinha no ano de 1934 a 1938, reforma esta que foi confiada à responsabilidade de Urbano José da Silveira.

Além do empenho de Francisco Bernardino Albuquerque, há que se ressaltar a participação de Albano José da Silveira e o apoio da comunidade da bucólica e minúscula povoação, que apesar da pobreza, não se acanharam ante o grande desafio, de naquela época, edificar ainda que muito pequena, a capela que viria a se transformar em uma das mais belas e confortáveis igrejas do Vale do Acaraú.

Com uma reforma estrutural que veio a mudar por completo as feições interna e externa, mas sem fugir do plano original, que lhe confere traços de uma arquitetura colonial. Obra realizada no paroquiato do atual vigário, Monsenhor Valdery Rocha.

Paróquia
 Na então Vila de Cruz, no ano de 1943, por iniciativa do Pe. Jose Inácio Mendes Parente sonhou-se com a criação da Paróquia de São Francisco da Cruz, que teve como seu maior entusiasta, Celso Araújo, que juntamente com vários outros ilustres da época,  tomou frente da empreitada, que de certo, não seria, como não foi fácil.

No ano de 1950, o sonho de ver elevada a Capela de São Francisco a categoria de paróquia foi retomado por um grupo formado pelos cidadãos Francisco Pereira de Sousa, Miguel Albano da Silveira e Raimundo Costa Sousa, que tiveram apenas a preocupação de captar o depósito que a Diocese de Sobral estabelecia como cota, no valor de cem contos de réis, que deveria ser convertido em patrimônio para a futura paróquia.

Todavia, a situação de pobreza da comunidade era grande, que se retratava em um lugarejo com poucas casas, com um mercado público com comércio quase inexistente. A quantia se tornava ainda se tornaria mais vultosa por conta da grande seca que sobreveio no seguinte ano de 1951.

Afora isso, ainda tinha a comunidade de Caiçara, que àquela época, era bem mais “estruturada” do que Cruz, e formalizou uma comissão que pressionava o então Bispo, de saudosa memória, D. José Tupinambá da Frota, para a criação da paróquia com sede em seu território.

Cogitou-se também, no ano de 1956, por ocasião da celebração do Jubileu de Prata Sacerdotal do Pe. Sabino de Lima Feijão, o intento de elevar a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Acaraú em uma nova sede episcopal, assim, era condição primeira, a criação na região de um maior número de paróquias, o que tornou mais próximo o sonho de ver Cruz elevado a categoria de matriz.

Com as duas comunidades, Cruz e Caiçara, disputando a elevação, D. José, designou um jovem, que já naquela época, se destacava por seu espírito de liderança e disposição empreendedora nas atividades que executava como seminarista menor. José Edson Magalhães era a pessoa, que o velho Bispo encarregara da função de estudos e dinamização dos trabalhos pró-paróquia de Caiçara. Com a de Cruz, a função ficou com Pe. Sabino.

O então vigário de Acaraú, Pe. Sabino, vendo as dificuldades que o jovem seminarista, José Edson Magalhães encontraria em seu mister, principalmente no deslocamento, á época, a distante Caiçara, trabalho que de certo exigiria constante acompanhamento, sugeriu-lhe a troca das funções delegadas. No que prontamente foi aceito pelo menorista.

Sabia-se que a elevação da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Acaraú, à sede de diocese, era um sonho mais que distante, um quase devaneio do velho Monsenhor Sabino. O que estava mais próximo de ser realizado na verdade, era a criação de uma nova paróquia na Matriz de Acaraú, mesmo diante das negativas de D. Jose Tupinabá, que apontava entre outros empecilhos, a falta de padres. Entretanto, agora a situação mudara, o ano era o de 1958, ano em que o jovem seminarista, aquele que funcionou como articulador pró-paróquia acabara de ser ordenado no dia 19 de janeiro, de sorte, que ventos agora sopravam com mais força as velas do projeto de criação da paróquia de Cruz.

Era sabido que o pai do neo presbítero, Joaquim Magalhães, gozava de prestígio junto a Cúria Diocesana, tanto, que sua influência, ainda que não diretamente, pesou de sobremaneira na decisão de D. José Tupinabá, quando da criação da Paróquia de Cruz em detrimento a de Caiçara, já que era condição primeira para a elevação de uma das capelas, a disponibilidade de um padre que quisesse assumir e residir em tão pobres e ermas vilas, e, claro, que Joaquim Magalhães atuaria, como atuou, usando até mesmo como contrapartida os fortes laços de amizade que existia de muitas décadas entre seu avô Coelho de Albuquerque e D. José, para que seu filho ficasse em Cruz, próximo dos seus.

E essa foi a argumentação que os membros da comissão pró-paróquia de Cruz expuseram quando sugeriram o nome do Pe. José Edson Magalhães, para assumir a paróquia a ser criada.

É fato, que Joaquim Magalhães foi peça preponderante no convencimento do Bispo, motivando Miguel Albano e outras personalidades nesse intento. Isso se pode ser facilmente comprovado com o relato de pessoas desta nossa cidade de Cruz que foram contemporâneos desses acontecimentos e, que contam com riquezas de detalhes todo o histórico do movimento de criação de nossa Paróquia. Dentre alguns, mesmo marcados pelo peso dos anos, ainda gozando de prodigiosa memória – verdadeiros arquivos vivos que não se furtam de uma boa conversa sobre o assunto, onde eles versam pelos anais de nossa história, nos levando ao passado – repito – com tanta riqueza de detalhes, que é como se fossemos transportados para o cenário dos acontecimentos e quase que, estivéssemos lá através de suas narrativas.

Destes, podemos citar: Valci Costa, Osmundo Lopes, Isa Muniz, Iracema Vasconcelos, Dalvina Muniz, Edílson Fabião, entre outros.
Finalmente então, após quase duas décadas, no dia 17 de março do ano 1958, D. Jose Tupinambá da Frota, assinava a portaria de elevação da Capela de São Francisco da Cruz a dignidade de Paróquia.

Os fatos que se seguiram a este ato, foram os mais profícuos  de nossa história recente, que de uma maneira profunda, mudaram a vida social, religiosa e cultural de Cruz, ato contínuo da benção dos dois paroquiatos que tivemos – Pe José Edson Magalhães e Pe. Manoel Valdery da Rocha, este ainda em vigência, e, com a certeza da providencia divina, muitos anos ainda há de durar.

Paroquiato de José Edson Magalhães (06.04.1958 a 05.09.1965)
Em seu livro: Um sonhador… Um realizador, Maria de Lourdes Vasconcelos (Lurdinha), que iluminada, tão bem relata os fatos da vida de Monsenhor José Edson Magalhães. Um registro impecável, com preciosidades da vasta e riquíssima biografia de nosso primeiro vigário, dedica um capitulo inteiro, e que servirá de base bibliográfica para o capítulo deste escrito, a passagem do “semeador” à frente de nossa Paróquia.

Transcrevo na íntegra, o primeiro parágrafo da página 49 do livro supra, que relata a nomeação do então Pe. José Edson Magalhães, a saber:
“Desígnio de Deus para uns, destino para outros; a verdade é que, aos 19 de março, dia de São José, no Palácio Episcopal, à hora do Almoço, presentes o clero da cidade de Sobral, Pe Sabino de Lima, vigário de Acaraú e Pe. José Edson Magalhães, a pedido de Dom José, o Pe. Francisco Austregésilo de Mesquita, então reitor do seminário, depois bispo emérito de Afogados da Ingazeira – PE, hoje falecido, lia a portaria de nomeação, lavrada no dia anterior, do Pe. José Edson Magalhães para vigário da nova Paróquia de São Francisco da Cruz, terra de Antonio Teixeira Pinto e Francisco Rodrigues de Oliveira Magalhães, seu avô paterno”.

Então aos seis dias do mês de abril, daquele abençoado ano de 1958, em uma manhã festiva para a população da pequena comunidade de Cruz, tomava posse, em missa solene o jovem “semeador” Pe. José Edson Magalhães.

Estava começando ali, um longo processo que viria a transformar a provinciana mentalidade sócio-cultural das famílias cruzenses, presas ao paradigma de uma Igreja com moldes ainda medievais, que tinha agora, um jovem e culto padre, com a missão de fazer a “passagem” para as novas diretrizes do Concílio Vaticano II, tirando a aristocrática e inatingível figura do padre, para uma nova, com mais cara de povo, mais próxima, mais pastora…

E assim foi, o paroquiato de Pe. José Edson Magalhães – O Semeador, que se aqui fôssemos relatar tudo quanto foi idealizado e concretizado por ele, não nos seria possível um compêndio de sua ação frente a nossa Paróquia.

Paroquiato de Manoel Valdery da Rocha (12.09.1965 aos dias atuais…)
 A então pequena comunidade local, ainda ressentida com a transferência do Pe. José Edson Magalhães para a paróquia mãe de Acaraú, recebia agora com grande júbilo o jovem Manoel Valdery da Rocha, recém sagrado em ordenação sacerdotal, filho de Morrinhos, e que como experiência, apenas os sete meses em que atuou como coadjutor da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Acaraú, junto ao saudoso Mons. Sabino de Lima.

As dificuldades eram grandes, como Pe. Edson, Pe. Valdery se viu diante dos mesmos problemas: cidade pequena, paróquia paupérrima, apesar de algumas coisas terem sido iniciadas no paroquiato anterior, mas muito, muito ainda tinha que ser feito…

Vendo a deficiência primeira da comunidade, através de sua sensibilidade de educador, fundou – realizando um almejado e antigo sonho do povo cruzense – a Escola Fundamental São Francisco em 1972, que hoje, juntamente com o CEPAC – Centro Pastoral de Cruz e o convento das Irmãs Missionárias Reparadoras do Coração de Jesus, se constitui em um dos maiores complexos educacionais e de treinamento do Vale do Acaraú, com modernas e confortáveis instalações que, além da demanda do ensino fundamental, oferta ainda curso de Pedagogia em Regime Especial em convenio com a Universidade Vale do Acaraú – UVA.

Padre Valdery, é o que se pode afirmar categoricamente um incansável, um construtor, seu paroquiato até aqui de 44 anos, é pontuado por várias realizações que conferem à Paróquia de São Francisco da Cruz, um status de destaque ante a paróquias mais antigas e estruturadas da Diocese de Sobral. A antes acanhada Capela de São Francisco, do não tão distante ano de 1958, que era elevada a categoria de paróquia naquele mesmo ano, hoje, por obra e graça da tenacidade incansável de Pe. Valdery – O Realizador, desponta com referencial no Vale do Acaraú.

Dentre as tantas de suas realizações, cite-se somente algumas de maior envergadura, a saber:
- 03 grandes reformas na Igreja Matriz – 1970, 1992 com a construção da torre, 2001 – a mais completa e estrutura, que mudou por completo as suas feições tanto externa como interna;
- Construção e/ou reforma das Casas Paróquias de Cruz, Cajueirinho, Caiçara, Aranaú e Prata;
- Construção de centros comunitários em Lagoa da Volta, Medeiros, Cedro, Barrinha II, Jenipapeiro, Paraguai, Cavalo Bravo, Aroeira, Córrego do Urubu, Córrego da Forquilha, Baixio e Borges;
- Construção de Monteiros, Castelhano, Carrapateiras, Imbé, Belém, Cajueirinho I, Cajueirinho II, Morgado, Lagoa de Baixo, Barrinha, Poço Doce, Lagoa Salgada, Cedro, Aroeira, Guarda, Porteiras, Tucuns, Lagoa Velha, sendo algumas destas em andamento e, com total apoio da comunidade local;
- Construção na sede da Paróquia da Capela São João, no bairro de mesmo nome e, a Capela Velório no Cemitério São Vicente de Paulo;
- Reformas estruturantes nas Capelas de Prata, Imbé, Aranaú e primeira reforma da atual Igreja de Jijoca;
- Reformas nos cemitério paróquias de Cruz, Cajueirinho, Caiçara, Aranaú, Castelhano, Carrapateiras, Prata, Monteiros e Baixio;
- Construção do Centro Pastoral Pastoral de Aranaú e instalação da Área Pastoral, sob a coordenação das Irmãs Missionárias;
- Creche Criança Feliz;
- Rádio 06 de Abril;
- Escola Fundamental São Francisco;
- CEPAC – Centro Pastoral de Cruz;
- Casa das Irmãs Missionárias em Cruz;
- Criação e instalação da Paróquia de Santa Luzia em Jijoca;

As ações do Realizador, não se restringiram somente ao apostolado, diga-se de passagem, bastante fecundo, como também na campanha plebiscitária pela luta da emancipação política do então Distrito de Cruz, que funcionou sob sua coordenação, culminando no ano de 1985 na elevação de Cruz a categoria de município.

Conclusão
Afirmo, sem medo de erro, que sem a influência direta destas duas grandes figuras que tivemos a grata sorte de tê-los conosco, mesmo não sendo filhos legítimos desta nossa terra, entretanto, por suas ações, foram bem mais cruzenses de que muitos patrícios nossos, devotando além do zelo de seus ministérios sacerdotais a frente de nossa Paróquia, expressaram um amor desmedido que se refletiu e ainda reflete em ações que nos impulsionaram com rumo certo ao crescimento e ao estágio de desenvolvimento onde eles, em suas visões a frente de um tempo, que as condições da época conspiravam para que se tornasse esta nossa cidade, sem suas providenciais ações, igual a tantos outros vilarejos deste nosso pobre nordeste – desassistidos e abandonados à própria sorte dos meandros clientelista da forma de se fazer política nestas paragens.

Obrigado é pouco ante o grande sentimento de gratidão que devotamos às pessoas dos Monsenhores José Edson Magalhães (em memória)  e Manoel Valdery da Rocha.

Fonte: Paulo Roberlando da Silva Ribeiro