quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Retrato de Portinari

Retrato de Portinari (by Vicente Freitas)

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Sonata com detalhes de Dali

Sonata com detalhes de Dali (by Vicente Freitas)

quarta-feira, janeiro 13, 2016

O Poeta Fernando Pessoa

O Poeta Fernando Pessoa (by Vicente Freitas)


sábado, maio 16, 2015

 

Poeta Mário Gomes, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, por Vicente Freitas (VINCENT)

Se pudéssemos determinar os aspectos da arte pela imagem reflexiva de seu autor, Mário Gomes seria bem o caso, pois há uma profunda analogia: tombado para frente, a camisa de cor berrante, domingueira, o cigarro ardendo na boca, protegida por um bigodão selvagem cor de cobre, com aquele ar de louco heroico estampado nas faces, os passos desmedidos, os gestos insólitos, apesar da paz que afeiçoa o semblante. É assim este poeta, e é assim sua poesia: aparentemente agressiva, incoerente, mas delicada e pura em sua humanidade: “...Respeitai as formiguinhas/porque a mulher sofre quando ri e quando chora”. Ou ainda entre tantos versos desconexos e harmoniosos como estes: “A minha mão direita/é meu divertimento/é meu cinema./Não posso destruí-la/senão ficarei sem vida”.

Bem, apesar de tudo, achamos que não dissemos nada ainda do que pretendíamos sobre “Lamentos do ego”. Mário Gomes, segundo ele próprio confessa, foi professor de Filosofia do Primário, Escola Albanisa Sarasate, autodidata, boêmio, etc. Tudo isso está certo e diz de perto da independência de espírito, da personalidade e das filosofia de vida deste autor.

É tão difícil apresentar ao público um poeta que foge ao comum das pessoas. E embora as leis do universo sejam uma só para todo o seu sistema, abrem caminhos inusitados e desconhecidos em seu percurso à nossa percepção. Assim alguns poetas também se apresentam ao mundo sob a centelha do gênio, misteriosos e indevassáveis.

Que outra coisa eu poderia dizer, a não ser em linguagem epistolar, que servisse de interpretação ao livro “Lamentos do Ego”, de Mário Gomes, um poeta dos mais estranhos entre os nossos, ou no cenário da poesia brasileira de hoje.

Ele não é um poeta na acepção do termo, mas um ângulo da poemática ou um estado desta, sem aquilo que chamamos de evolução literária e/ou conhecimento dos mistérios da criatividade poética. Nem sequer é um artesão consciente, porque é mais do que isso: é a própria arte em si marcada pela intuição: poderosa, primitiva, natural em sua pureza originária. E por essa razão se afasta ele de escolas e movimentos literários (evolução-revolução-forma-conteúdo). É um acontecimento no mundo das letras, para o qual não encontramos definição precisa nos esquemas da linguagem poética.
Certamente não é um fenômeno literário como Rimbaud, Lautréamont, Artaud e poucos outros. Não se pode de modo algum estabelecer vínculo de identidade com esses demônios iluminados, em termos de grandeza e amplitude de suas obras, mas no que diz respeito ao estranho e inusitado sentido de “conspiração poética” diante do absurdo existencial.
Nesse rumo, tanto “Os Cantos de Maldoror”, de Lautréamont, como os poemas da coorte de malditos de que falamoas acima, desafiam as leis vigentes da arte e desmantelam a estrutura literária de todos os tempos.
O poema como expressão, essencialidade, integração no sentido plural da arte não existe para nosso poeta, que desconhece suas fontes nascentes e modernas, enfim, sua trajetória histórica, mas nem por isso sua poesia é esvaziada de elementos. Pelo contrário, todos se encontram integrados nele, como, por exemplo, na Nona Sinfonia de Beethoven, onde tantas notas aparentemente desconcertantes se misturam e se completam, dando a visão de um mundo caótico e ordenado ao mesmo tempo.

Pode-se dizer que Mário Gomes escreve em “estado de graça”, como uma criança rindo de suas próprias travessuras. E esse estado de pureza, próprio dos loucos e inocentes, é que vai dar a soberania e a grandeza de sua arte. Seus versos são por natureza antipoéticos, mas é ele quem nos diz no poema Determinação: “Ninguém me despoetizará”.

A consciência de que é poeta não o abandona. E ele afirma, não só nos versos que acabamos de citar, como também no “aviso ao leitor”: “Lamentos do Ego” é o espelho refletindo meu espírito. Aqui você encontra poesias alegres, chocantes e até mesmo absurdas. Mas são poesias de verdade.

É uma afirmação categórica e foge aos padrões éticos de comportamento pessoal. Mas ele não é outra coisa, pois quem daria um título destes, “Meu Epitáfio Póstumo”, abrindo seu livro, como ele fez, a não ser em estado de plena insensatez? E o poema, subordinado a esta inscrição é de uma beleza e ironia raras, que marcam todo o espírito de seu encontro com a poesia, a vida, o mundo, as coisas: “Já que a Natureza/me trouxe chorando/deixai, ô-morte/que eu Morra rindo de ti”.

Não sabemos por que o poeta preferiu escrever a palavra “Morra” com a letra inicial maiúscula, mas não nos preocupemos com esse detalhe, porque a razão e a verdade vão aparecer juntas e lógicas em sua lógica absurda. No entanto, não esqueça o leitor, que a “inconsciência” do autor, de que falamos acima, não seja talvez o estado mais consciente e lúcido da razão que se manifesta no ato de sua criatividade. E como o pensamento do louco nos dá a dimensão das mais belas lições de sapiência, da mesma formas a poesia de Mário Gomes surpreende em suas metáforas desordenadas. As contradições são flagrantes. É como se disséssemos: “Chove copiosamente no Ceará durante a seca”. Como criação poética estaria certo, e até em seus devidos lugares, mas isso posto num relatório do Secretário da Agricultura seria uma catástrofe pior que a seca.

Por isso o leitor e o crítico de poesia não podem se ater à lógica e à linguagem poética nesse autor. Sua “linguagem” cria uma nova estética diferente da encontrada no poema moderno ou na prosa poética. Em muitos de seus poemas, quase sempre curtos, poderíamos dizer que sua arte está próxima do discurso poético de Lautréamont, a teorização dos “Cantos de Maldoror”, pela emissão direta, confessional – o ímpeto grandiloqüente de sua poderosa força de transmissão das palavras. Claro, que ao lembrarmos Lautréamont, evitamos um confronto com este, e mais que isso, um compromisso. Por certo ele nunca leu o filho de Montevideo. Ainda falamos aqui no “aspecto poético” de sua poemática, isolada dos elementos de evolução cultural, mas jamais excluída de seus eventos.


PINTO, José Alcides. Mário Gomes, poeta descomunal. In Política da Arte – II. Ensaios de crítica literária. Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil, 1986.

quarta-feira, outubro 08, 2014

LIÇÃO DE CAVALARIA

Dom Quixote visita propriedade de Vincent van Gogh
Colagem de Vicente Freitas
Amigo Francisco: Lendo seu monólogo, ou melhor, seu diálogo consigo mesmo, sobre lição de cavalaria, me senti, de repente, encantado, ou seja, de início, achei mesmo que eu não passava de um cavalo, depois estive meditando, e, como cavalo não medita, acho, cheguei à conclusão que sou, no mínimo, um centauro; afinal, todos nós temos um pouco de centauro, não é mesmo?
E já que estamos comemorando os quatrocentos anos do D. Quixote. E como D. Quixote é, na verdade, um centauro, pois não existe D. Quixote sem parte de homem e parte de cavalo, assim como não existe D. Quixote sem Sancho Pança. Mas antes da personagem genial de Cervantes vamos matutar um pouco sobre os centauros...
Na mitologia grega, eram eles a personificação das forças naturais. Centauro era um animal fabuloso que habitava as planícies da Arcádia e da Tessália. Seu mito foi, possivelmente, inspirado nas tribos semi-selvagens das zonas agrestes da Grécia. Segundo a lenda, era filho de Ixíon e de Nefele, deusa das nuvens, ou então de Apolo e Hebe. A estória mitológica dos centauros está quase sempre associada a episódios de barbárie. Convidados para o casamento de Pirito, rei dos lápitas, os centauros, enlouquecidos pelo vinho, tentaram raptar a noiva, desencadeando-se ali uma terrível batalha. O episódio está retratado nos frisos do Partenon e foi um motivo freqüente nas obras de arte pagãs e renascentistas. Os centauros também teriam lutado contra Hércules que os teria expulsado do cabo Mália. Contudo, nem todos os centauros apareciam caracterizados como selvagens. Um deles, Quirão, foi instrutor e professor de Aquiles, Heráclito, Jasão e outros heróis, entre os quais Esculápio. Entretanto, enquanto grupo, foram eles notórias personificações da violência, como se vê em Sófocles.
Já os cavalos, quando de carne e osso, não têm nada de mitológicos. Mas existem cavalos para todos os gostos, inclusive cavalo de pau – o de Tróia – como consta n’A Ilíada, um dos épicos de Homero, e que narra a guerra que causou a destruição da cidade, um dos mais ricos e extensos sítios arqueológicos do mundo antigo. A lenda do conflito entre aqueus e troianos pela posse da cidade forneceu o argumento da Ilíada e obras posteriores. No século IV d.C., desapareceram completamente os vestígios históricos de Tróia. Páris, filho do rei Príamo, raptara Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta, famosa por sua beleza. Para se vingar, Menelau formou um poderoso exército comandado por Agamenon, no qual se destacaram Aquiles e Ulisses. O cerco de Tróia foi marcado por feitos heróicos de ambos os lados, até que, sob inspiração de Ulisses, os gregos construíram um gigantesco cavalo de madeira e o abandonaram nas portas de Tróia. Apesar dos presságios de Cassandra, os troianos levaram para dentro dos muros da cidade o cavalo, que trazia em seu interior os guerreiros de Ulisses. Abertas as portas, os gregos saquearam e destruíram Tróia. O herói troiano Enéias, filho de Vênus, escapou com alguns partidários e, depois de muitas aventuras, se instalou no Lácio. Os descendentes desse grupo deram origem ao povo romano. É quase certo que a lenda tenha um núcleo de verdade, mas é impossível provar-lhe a historicidade. Uma interpretação de documentos favoreceu a hipótese de que os aqueus fossem um povo pré-helênico originário da Europa. Na época de Tróia, os aqueus, teriam se espalhado pelo Egeu e formado colônias de micenianos, de onde mais tarde saíram conquistadores de Tróia. O cavalo de madeira teria sido uma invenção de Odisseu, o guerreiro mais sagaz da Ilíada e personagem da Odisséia.
Quanto a D. Quixote e seu cavalo Rocinante, Cervantes criou, na verdade, com seu engenhoso Fidalgo de La Mancha, o embrião do romance moderno, uma das personagens mais populares da história da literatura e ainda deu vazão ao surgimento do termo, de uso universal, “quixotesco” que define o comportamento de alguém como sonhador, ingênuo, romântico e trapalhão. Aclamado como a maior obra de ficção de todos os tempos, numa eleição promovida pelo Instituto Nobel da Noruega  tido, inicialmente, como uma sátira às novelas de cavalaria  o livro tornou-se, com o passar dos séculos, uma das obras mais significativas da literatura universal, reveladora de sentimentos, paixões, fraquezas e grandezas do ser humano.
A invasão de novas edições de D. Quixote, talvez se justifique, como uma espécie de comemoração dos 400 anos do livro, publicado em 1605. Nos Estados Unidos, acabou de sair vasta biografia de Cervantes, que, ao contrário de seu famoso contemporâneo Shakespeare — pastorarador de cavalos  é bem mais conhecido. Cervantes nasceu em Alcalá de Henares, na Espanha, em 1547, filho d’um cirurgião e uma nobre empobrecida. Na adolescência, trabalhou como camareiro para o cardeal italiano Acquaviva. Ainda jovem alistou-se nas tropas pontifícias para lutar contra os turcos que ameaçavam a Europa, o que lhe custou a perda da mão esquerda. Tempos depois, durante viagem de retorno ao território espanhol, foi capturado por turcos e passou cinco anos preso na Argélia. Saindo da prisão e desiludido da vida militar, retorna à Espanha e se dedica com afinco à literatura. Para sobreviver, assume o cargo de comissário de abastecimento e depois passa a trabalhar como coletor de impostos. Acusado injustamente de desviar verbas, é levado à prisão em Sevilha, onde escreve a primeira parte de D. Quixote.
A crítica de Cervantes às histórias da época, surge envolta com humor e compaixão pela figura do cavaleiro, que se atirava às cegas à propaganda da cavalaria. No prefácio da obra, o autor conversa com seus leitores e até justifica sua personagem:
"Acontece, muitas vezes, ter um pai um filho feio e desengraçado, mas o amor paternal lhe põe uma venda nos olhos para que não veja as próprias deficiências, antes, as julgue como discrições e lindezas, e fique sempre a contá-las aos amigos, como agudezas e donaires. Porém eu, que ainda não pareço pai, não sou contudo senão padrasto de D. Quixote”.
Um escritor que tem confessado inspiração  que ele chama “obsessão”  em Cervantes e seu D. Quixote é Ariano Suassuna. Quaderna, figura principal de A Pedra do Reino, foi comparado a personagem do Miguel. Em um dos seus depoimentos, Suassuna, no entanto, ressaltou que há semelhanças, sim, mas a principal diferença entre sua criatura e a do escritor espanhol está em uma certa lucidez na hora de sonhar: "Eu noto uma diferença entre D. Quixote e Quaderna, diz Ariano. É que D. Quixote enlouquece lendo os livros de cavalaria e acredita neles. Quaderna, não. A personagem apresenta bem claramente a diferença  “Minha vida cinzenta, feia e mesquinha de menino sertanejo, reduzido à pobreza e à dependência pela ruína da fazenda do pai”. Quer dizer, ele sabe que a vida é triste, dura, feia, áspera, e lança mão do folheto e dos espetáculos populares como defesa. Mas tudo lucidamente. O mesmo não se pode dizer em relação a D. Quixote”.
Veja, Francisco, lendo sua lição de cavalaria, passei a sonhar com cavalos, centauros e D. Quixotes. Afinal, D. Quixote é um homem de todas as épocas e de todas as regiões do mundo, e cada qual o identifica e entende, logo se aperceba de que o drama do pobre cavaleiro louco é o drama de todos os homens que sabem o que é um sonho ou alguma vez o acalentaram. É que todos nós temos um pouco de centauros, cavalos e Quixotes... Será?
Grande e fraterno abraço do amigo leitor.

VICENTE FREITAS

segunda-feira, setembro 22, 2014

Estrigas festeja os 95 anos com a abertura de mostra de aquarelas, e lançamento de livro, no Sesc Senac

Vida longa à arte

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Um dos mestres das artes plásticas do Ceará, o pintor, crítico e ilustrador, Nilo de Brito Firmeza completa, hoje, 95 anos. Conhecido como Estrigas desde dos tempos de escola, ele comemora a data fazendo o que mais gosta: arte, seja pintando ou escrevendo. Às 19 horas, abre sua nova mostra individual, “95 anos Estrigas”, composta por 20 aquarelas pintadas nos últimos meses; e lança o livro “Hoje e o tempo passado – O encontro com as lembranças”, escrito entre 2013 e 2014.
O palco desse “momento de celebração” (como define a sobrinha do artista e coordenadora do Mini-museu Firmeza, Rachel Gadelha) é o Teatro Sesc Senac Iracema. A comemoração começou a ser preparada há um ano.
O livro é um misto de “reflexões artísticas e afetivas”. Dividido em duas partes, a obra traz manifestos, escritos e visuais, deixados para ele, no último ano, quando perdeu a sua eterna companheira, Nice. Na outra , descreve sua história de vida, que começa no dia 19 de setembro, de 1919, quando nasce, no Centro de Fortaleza, num período de seca, quando os pais vieram do Crato na esperança de oferecer dias melhores aos filhos. O escritor e jornalista Flávio Paiva assina o prefácio da obra, enquanto o professor e artista visual Geraldo Jesuíno responde pela edição.
Conforme Rachel Gadelha, está em fase de estudo, pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE) a possibilidade da mostra ser incorporada ao acervo da pinacoteca do Ceará. O talento de Estrigas ganha destaque tanto na pintura como na crítica de arte. Assim, aqueles que quiserem conhecer ou pesquisar sobre a história das artes cearenses, principalmente as fases moderna e contemporânea, têm como principal referência a obra do artista.
Rachel Gadelha chama a atenção para a vitalidade e potência artística de Estrigas, que continua pintando e escrevendo. Foi de sua produção recente que escolheu, ele próprio, os 20 trabalhos que compõem a exposição, que pode ser visitada até o dia 17 de novembro. O livro documenta suas leituras mês a mês, falando também da relação afetiva e intelectual do mestre, além de retratar a sua vida, em especial, nos dois últimos anos. Quanto às pinturas, são obras que se destacam pela delicadeza, denotando o momento vivido pelo artista, no último ano. “Ele continua escrevendo e pintando”, festeja a sobrinha.
Um artista completo. Assim pode ser definida a trajetória de Estrigas, cujo destaque não se restringe apenas à pintura. Seu talento vai além, sendo considerado um dos mais renomados críticos do Estado, ajudando assim a escrever um dos mais ricos capítulos das artes visuais no Ceará. Inquieto, criativo, e sempre atento ao que acontece no mundo das artes, começa sua carreira na década de 1950, época em que o movimento modernista ganha dimensão, saindo do circuito Rio-São Paulo.
Memória
O desejo de preservar a memória da arte cearense faz com que assuma as funções também de crítico, pesquisador e escritor. É considerado como um dos guardiões da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (Scap), entidade que revolucionou as artes visuais no Estado. Estrigas continua contribuindo para a construção dessa memória. Autor de mais de 20 livros, sua arte ganha destaque também na ilustração.
A vida de Estrigas é guiada pela arte, sendo considerado como um dos principais protagonistas do modernismo cearense, quando passa a frequentar a Scap, nos anos 1950, ao matricular-se no curso livre de desenho e pintura. Mas a Scap oferece mais do que o início de uma trajetória artística. Em meio a discussões sobre arte, conhece sua companheira, com quem viveria mais de meio século: a doce Maria Nice, faleceu no dia 13 de abril de 2013, aos 91 anos. Juntos construíram não apenas um projeto de vida, iniciado em 1961, quando se casaram, mas um espaço para ajudar a contar um pouco sobre a história das artes visuais no Ceará.
Mais informações:
Abertura da exposição “95 anos Estrigas” e lançamento do livro “Hoje e o tempo passado”. Às 19 horas, no Sesc Senac Iracema (Rua Boris, 90-C, Praia de Iracema). A mostra pode ser visitada até o dia 17 de novembro, de segunda à sexta, de 9h às 21h; aos sábados e domingos, de 16h às 20h.