quarta-feira, outubro 08, 2014

LIÇÃO DE CAVALARIA

Dom Quixote visita propriedade de Vincent van Gogh
Colagem de Vicente Freitas
Amigo Francisco: Lendo seu monólogo, ou melhor, seu diálogo consigo mesmo, sobre lição de cavalaria, me senti, de repente, encantado, ou seja, de início, achei mesmo que eu não passava de um cavalo, depois estive meditando, e, como cavalo não medita, acho, cheguei à conclusão que sou, no mínimo, um centauro; afinal, todos nós temos um pouco de centauro, não é mesmo?
E já que estamos comemorando os quatrocentos anos do D. Quixote. E como D. Quixote é, na verdade, um centauro, pois não existe D. Quixote sem parte de homem e parte de cavalo, assim como não existe D. Quixote sem Sancho Pança. Mas antes da personagem genial de Cervantes vamos matutar um pouco sobre os centauros...
Na mitologia grega, eram eles a personificação das forças naturais. Centauro era um animal fabuloso que habitava as planícies da Arcádia e da Tessália. Seu mito foi, possivelmente, inspirado nas tribos semi-selvagens das zonas agrestes da Grécia. Segundo a lenda, era filho de Ixíon e de Nefele, deusa das nuvens, ou então de Apolo e Hebe. A estória mitológica dos centauros está quase sempre associada a episódios de barbárie. Convidados para o casamento de Pirito, rei dos lápitas, os centauros, enlouquecidos pelo vinho, tentaram raptar a noiva, desencadeando-se ali uma terrível batalha. O episódio está retratado nos frisos do Partenon e foi um motivo freqüente nas obras de arte pagãs e renascentistas. Os centauros também teriam lutado contra Hércules que os teria expulsado do cabo Mália. Contudo, nem todos os centauros apareciam caracterizados como selvagens. Um deles, Quirão, foi instrutor e professor de Aquiles, Heráclito, Jasão e outros heróis, entre os quais Esculápio. Entretanto, enquanto grupo, foram eles notórias personificações da violência, como se vê em Sófocles.
Já os cavalos, quando de carne e osso, não têm nada de mitológicos. Mas existem cavalos para todos os gostos, inclusive cavalo de pau – o de Tróia – como consta n’A Ilíada, um dos épicos de Homero, e que narra a guerra que causou a destruição da cidade, um dos mais ricos e extensos sítios arqueológicos do mundo antigo. A lenda do conflito entre aqueus e troianos pela posse da cidade forneceu o argumento da Ilíada e obras posteriores. No século IV d.C., desapareceram completamente os vestígios históricos de Tróia. Páris, filho do rei Príamo, raptara Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta, famosa por sua beleza. Para se vingar, Menelau formou um poderoso exército comandado por Agamenon, no qual se destacaram Aquiles e Ulisses. O cerco de Tróia foi marcado por feitos heróicos de ambos os lados, até que, sob inspiração de Ulisses, os gregos construíram um gigantesco cavalo de madeira e o abandonaram nas portas de Tróia. Apesar dos presságios de Cassandra, os troianos levaram para dentro dos muros da cidade o cavalo, que trazia em seu interior os guerreiros de Ulisses. Abertas as portas, os gregos saquearam e destruíram Tróia. O herói troiano Enéias, filho de Vênus, escapou com alguns partidários e, depois de muitas aventuras, se instalou no Lácio. Os descendentes desse grupo deram origem ao povo romano. É quase certo que a lenda tenha um núcleo de verdade, mas é impossível provar-lhe a historicidade. Uma interpretação de documentos favoreceu a hipótese de que os aqueus fossem um povo pré-helênico originário da Europa. Na época de Tróia, os aqueus, teriam se espalhado pelo Egeu e formado colônias de micenianos, de onde mais tarde saíram conquistadores de Tróia. O cavalo de madeira teria sido uma invenção de Odisseu, o guerreiro mais sagaz da Ilíada e personagem da Odisséia.
Quanto a D. Quixote e seu cavalo Rocinante, Cervantes criou, na verdade, com seu engenhoso Fidalgo de La Mancha, o embrião do romance moderno, uma das personagens mais populares da história da literatura e ainda deu vazão ao surgimento do termo, de uso universal, “quixotesco” que define o comportamento de alguém como sonhador, ingênuo, romântico e trapalhão. Aclamado como a maior obra de ficção de todos os tempos, numa eleição promovida pelo Instituto Nobel da Noruega  tido, inicialmente, como uma sátira às novelas de cavalaria  o livro tornou-se, com o passar dos séculos, uma das obras mais significativas da literatura universal, reveladora de sentimentos, paixões, fraquezas e grandezas do ser humano.
A invasão de novas edições de D. Quixote, talvez se justifique, como uma espécie de comemoração dos 400 anos do livro, publicado em 1605. Nos Estados Unidos, acabou de sair vasta biografia de Cervantes, que, ao contrário de seu famoso contemporâneo Shakespeare — pastorarador de cavalos  é bem mais conhecido. Cervantes nasceu em Alcalá de Henares, na Espanha, em 1547, filho d’um cirurgião e uma nobre empobrecida. Na adolescência, trabalhou como camareiro para o cardeal italiano Acquaviva. Ainda jovem alistou-se nas tropas pontifícias para lutar contra os turcos que ameaçavam a Europa, o que lhe custou a perda da mão esquerda. Tempos depois, durante viagem de retorno ao território espanhol, foi capturado por turcos e passou cinco anos preso na Argélia. Saindo da prisão e desiludido da vida militar, retorna à Espanha e se dedica com afinco à literatura. Para sobreviver, assume o cargo de comissário de abastecimento e depois passa a trabalhar como coletor de impostos. Acusado injustamente de desviar verbas, é levado à prisão em Sevilha, onde escreve a primeira parte de D. Quixote.
A crítica de Cervantes às histórias da época, surge envolta com humor e compaixão pela figura do cavaleiro, que se atirava às cegas à propaganda da cavalaria. No prefácio da obra, o autor conversa com seus leitores e até justifica sua personagem:
"Acontece, muitas vezes, ter um pai um filho feio e desengraçado, mas o amor paternal lhe põe uma venda nos olhos para que não veja as próprias deficiências, antes, as julgue como discrições e lindezas, e fique sempre a contá-las aos amigos, como agudezas e donaires. Porém eu, que ainda não pareço pai, não sou contudo senão padrasto de D. Quixote”.
Um escritor que tem confessado inspiração  que ele chama “obsessão”  em Cervantes e seu D. Quixote é Ariano Suassuna. Quaderna, figura principal de A Pedra do Reino, foi comparado a personagem do Miguel. Em um dos seus depoimentos, Suassuna, no entanto, ressaltou que há semelhanças, sim, mas a principal diferença entre sua criatura e a do escritor espanhol está em uma certa lucidez na hora de sonhar: "Eu noto uma diferença entre D. Quixote e Quaderna, diz Ariano. É que D. Quixote enlouquece lendo os livros de cavalaria e acredita neles. Quaderna, não. A personagem apresenta bem claramente a diferença  “Minha vida cinzenta, feia e mesquinha de menino sertanejo, reduzido à pobreza e à dependência pela ruína da fazenda do pai”. Quer dizer, ele sabe que a vida é triste, dura, feia, áspera, e lança mão do folheto e dos espetáculos populares como defesa. Mas tudo lucidamente. O mesmo não se pode dizer em relação a D. Quixote”.
Veja, Francisco, lendo sua lição de cavalaria, passei a sonhar com cavalos, centauros e D. Quixotes. Afinal, D. Quixote é um homem de todas as épocas e de todas as regiões do mundo, e cada qual o identifica e entende, logo se aperceba de que o drama do pobre cavaleiro louco é o drama de todos os homens que sabem o que é um sonho ou alguma vez o acalentaram. É que todos nós temos um pouco de centauros, cavalos e Quixotes... Será?
Grande e fraterno abraço do amigo leitor.

VICENTE FREITAS

segunda-feira, setembro 22, 2014

Estrigas festeja os 95 anos com a abertura de mostra de aquarelas, e lançamento de livro, no Sesc Senac

Vida longa à arte

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Um dos mestres das artes plásticas do Ceará, o pintor, crítico e ilustrador, Nilo de Brito Firmeza completa, hoje, 95 anos. Conhecido como Estrigas desde dos tempos de escola, ele comemora a data fazendo o que mais gosta: arte, seja pintando ou escrevendo. Às 19 horas, abre sua nova mostra individual, “95 anos Estrigas”, composta por 20 aquarelas pintadas nos últimos meses; e lança o livro “Hoje e o tempo passado – O encontro com as lembranças”, escrito entre 2013 e 2014.
O palco desse “momento de celebração” (como define a sobrinha do artista e coordenadora do Mini-museu Firmeza, Rachel Gadelha) é o Teatro Sesc Senac Iracema. A comemoração começou a ser preparada há um ano.
O livro é um misto de “reflexões artísticas e afetivas”. Dividido em duas partes, a obra traz manifestos, escritos e visuais, deixados para ele, no último ano, quando perdeu a sua eterna companheira, Nice. Na outra , descreve sua história de vida, que começa no dia 19 de setembro, de 1919, quando nasce, no Centro de Fortaleza, num período de seca, quando os pais vieram do Crato na esperança de oferecer dias melhores aos filhos. O escritor e jornalista Flávio Paiva assina o prefácio da obra, enquanto o professor e artista visual Geraldo Jesuíno responde pela edição.
Conforme Rachel Gadelha, está em fase de estudo, pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE) a possibilidade da mostra ser incorporada ao acervo da pinacoteca do Ceará. O talento de Estrigas ganha destaque tanto na pintura como na crítica de arte. Assim, aqueles que quiserem conhecer ou pesquisar sobre a história das artes cearenses, principalmente as fases moderna e contemporânea, têm como principal referência a obra do artista.
Rachel Gadelha chama a atenção para a vitalidade e potência artística de Estrigas, que continua pintando e escrevendo. Foi de sua produção recente que escolheu, ele próprio, os 20 trabalhos que compõem a exposição, que pode ser visitada até o dia 17 de novembro. O livro documenta suas leituras mês a mês, falando também da relação afetiva e intelectual do mestre, além de retratar a sua vida, em especial, nos dois últimos anos. Quanto às pinturas, são obras que se destacam pela delicadeza, denotando o momento vivido pelo artista, no último ano. “Ele continua escrevendo e pintando”, festeja a sobrinha.
Um artista completo. Assim pode ser definida a trajetória de Estrigas, cujo destaque não se restringe apenas à pintura. Seu talento vai além, sendo considerado um dos mais renomados críticos do Estado, ajudando assim a escrever um dos mais ricos capítulos das artes visuais no Ceará. Inquieto, criativo, e sempre atento ao que acontece no mundo das artes, começa sua carreira na década de 1950, época em que o movimento modernista ganha dimensão, saindo do circuito Rio-São Paulo.
Memória
O desejo de preservar a memória da arte cearense faz com que assuma as funções também de crítico, pesquisador e escritor. É considerado como um dos guardiões da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (Scap), entidade que revolucionou as artes visuais no Estado. Estrigas continua contribuindo para a construção dessa memória. Autor de mais de 20 livros, sua arte ganha destaque também na ilustração.
A vida de Estrigas é guiada pela arte, sendo considerado como um dos principais protagonistas do modernismo cearense, quando passa a frequentar a Scap, nos anos 1950, ao matricular-se no curso livre de desenho e pintura. Mas a Scap oferece mais do que o início de uma trajetória artística. Em meio a discussões sobre arte, conhece sua companheira, com quem viveria mais de meio século: a doce Maria Nice, faleceu no dia 13 de abril de 2013, aos 91 anos. Juntos construíram não apenas um projeto de vida, iniciado em 1961, quando se casaram, mas um espaço para ajudar a contar um pouco sobre a história das artes visuais no Ceará.
Mais informações:
Abertura da exposição “95 anos Estrigas” e lançamento do livro “Hoje e o tempo passado”. Às 19 horas, no Sesc Senac Iracema (Rua Boris, 90-C, Praia de Iracema). A mostra pode ser visitada até o dia 17 de novembro, de segunda à sexta, de 9h às 21h; aos sábados e domingos, de 16h às 20h.

segunda-feira, setembro 01, 2014

Bela Cruz — biografia do município | Parte 1

quinta-feira, agosto 07, 2014

Maçonaria explicada

HISTÓRIA  

  

A História da Maçonaria, remonta ao tempo do Rei Salomão. Como sabemos Salomão foi um homem muito sábio mas por conta de suas abominações com as mulheres de terras estranhas ele abandonou a Deus. Mas antes Deus lhe deu o entendimento de construções, então ele ordenou a construção de um magnífico Templo, conhecido como "O Templo de Salomão".


   
O único, além de Salomão, que sabia decifrar as escrituras do Templo do Rei Salomão, era Hiram Abiff, este era Arquiteto e foi enviado por Hirão o Rei de Tiro, aliado do Rei Salomão. Hiram Abiff com um caráter e um grau de sabedoria bem elevado conquistou o Rei Salomão e o Rei deu a ele o conhecimento de decifrar os códigos para a construção do Templo que Salomão construiria para Deus.( 1 Reis cap 7:13)
   A Lenda de Hiram Abiff, se dá como tendo sido assassinado por três maus companheiros. Lenda é um relato fantasioso que parte de um fato verídico; Hiram o arquiteto existiu; a história dos Hebreus o refere; e ele foi assassinado por três construtores porque ele era o único que sabia decifrar as escrituras do templo de Salomão, as quais alguns tinham cobiça. Alguns autores dizem que a Lenda teria sido criada para dar sustento político à casa real dos Stuart.

   
Os nomes dos três companheiros que assassinaram a Hiram Abiff seriam Jubela, Jubelo e Jubelum; que deram origem aos sinais (posturas) dos três primeiros Graus maçônicos, simbolizando o corte da garganta; a extração do coração e a dilaceração do ventre, forma como Hiram teria sido assassinado, dentro da Lenda de Hiran Abiff, conhecida como Lenda do Terceiro Grau.
   Nesta Lenda, surgem três "Assassinos", que feriram de morte o Mestre, através de golpes com instrumentos de trabalho, a régua, o esquadro e o maço. Todos os golpes contribuíram para essa morte e todos os produziram com excessivo dolo. Diz-se em maçonaria, "Assassino", aquele que "trai" os ideais maçônicos, pois "destrói" a vida espiritual.
   Logo após a construção do templo, Salomão despreza o concerto que fez com Deus, quando passa a buscar e adorar aos deuses de suas mulheres, assim Deus se aparta de Salomão. Então o Rei usa a sua sabedoria e segundo os satanistas e mestres em sabedoria, monges etc... Salomão aprisionou 72 espíritos e fez um livro chamado "goética". Esse livro ele mostra como pactuar com eles e invoca-los, através do demônio Baphomet.

Baphomet ou Bafomé
Todas as técnicas, foram guardadas em pergaminhos, e segundo historiadores se perderam com as destruições dos templos, em 587 a.c e em 68 d.c. Porém em plena idade média, na época das cruzadas, um grupo chamado de Cavaleiros do Templo resolveram guardar os caminhos dos cristãos que iam a terra santa em peregrinação.





Cavaleiros Templários
A ORIGEM MAÇOM
  A Ordem dos Cavaleiros Templários, por volta de 1119-1314), que inicialmente tinha por propósito proteger a peregrinação de cristãos no caminho a Terra Santa. Mas segundo relatos, em 9 anos esse propósito não foi respeitado, onde especulam que os Templários teriam adquirido um tesouro proveniente dos escombros do Templo de Salomão. Especulam-se que sejam segredos de construções e símbolos que os templários usavam, e posteriormente pelos maçons, nas construções góticas.

   Após a volta dos Templários as nações ao redor de Roma começaram a se organizar de forma que cada novo integrante deixasse todas as suas poses para a ordem e se ingressava nela, essas reuniões eram fechadas e secretas. Os adeptos a Ordem tinham se espalhado por toda a Europa. Especula-se que a Ordem dos Assassinos, antiga seita que fumavam haxixe e matavam em nome de Alá, porém muitos livros relatam a união das duas ordens. 
   A Ordem adquiriu grandes posses chegando a ser tão poderosa financeiramente quanto as nações. Começaram emprestar dinheiro a Juros as nações e aos senhores feudais. Mas o poder e a influência da Igreja Católica, os viam como uma ameaça, e começaram a induzir as nações que acabassem com a ameaça. No início a mesma Igreja Católica tinha dado autorização para a Ordem funcionar. 
Assista todos os vídeos da serie Illuminati de uma forma mais resumida.
A ordem de prisão foi redigida em 14 de Setembro de 1307 no dia da exaltação da Santa Cruz, e no dia 13 de Outubro de 1307 (uma sexta-feira) o rei obrigou o comparecimento de todos os templários da França. Os templários foram encarcerados em masmorras e submetidos a torturas para se declararem culpados de heresia, no pergaminho redigido após a investigação dos interrogatórios, no Castelo de Chinon, no qual Filipe IV de França (Felipe, o Belo), influenciado por Guilherme de Nogaret havia prendido ilicitamente o último grão-mestre do Templo e alguns altos dignitários da Ordem.

O Pergaminho de Chinon atesta que o Papa Clemente V, absolveu os templários, das acusações de heresia, evidenciando, assim, que a queda histórica da Ordem deu-se por causa da perda de sua missão e de razões de oportunismo político.
   Da perda de sua missão o que caracterizou não mais uma vida austera como no inicio da ordem se aproveitou Felipe, o Belo, para se apoderar dos bens da Ordem, acusando-a de ter se corrompido. Ele encarcerou os Superiores dos Templários, e, depois de um processo iníquo, os fez queimar vivos, pois obtivera deles confissões sob tortura, que eram consideradas nulas pelas leis da Igreja e da Inquisição, bem como pelos Concílio de Vienne (França) em 1311 e Concílio regional de Narbona (França) em 1243.
INICIO OFICIAL 
   A Franco-Maçonaria iniciou-se com os pedreiros livres que com as suas técnicas ergueram as grandes catedrais do norte da Europa, preparando o caminho para as sociedades secretas. Sabiam transformar simples pedras em grandes palácios. Graças as suas técnicas fascinantes eles eram livres para ir a todas as nações da Europa.

   Para provar seu posto na categoria , os pedreiros que chegavam a uma obra, apertavam a mão do Mestre para este saber qual era seu nível, se era Aprendiz, Artesão ou Mestre. Os antigos templários se ajuntaram as Pedreiros livres, para poderem passar de uma nação para outra sem ser  descobertos, e assim manteram a ordem dos templários viva dentro da Sociedade dos pedreiros livres. Em 1599, foi fundada a primeira loja de pedreiros livres, criando assim a Grande Loja da Escócia.
   O Nome Grande Loja, deriva se dos alojamentos onde os Pedreiros faziam suas refeições. A Partir de 1700, muitos cientistas como Galileu, Newton e outros cientistas, que eram pensadores maçons, propuseram uma nova filosofia de pensar, uma filosofia que compreendia a ciência do Mundo sem a misturar com a Religião, causando inúmeros conflitos com os católicos por toda a Europa. Os maçons propunham a Liberdade de expressão, a Fraternidade, o Direito de ir e vir, a separação do estado da Igreja, seguindo ideais illuministas como igualdade e fraternidade.
   A Revolução Francesa, A Independência Americana e a separação de Estado da Igreja foi patrocinado por ideias Illuministas, Illuminatis e Maçons que incorporavam as duas primeiras. A capital Americana foi totalmente planejada por maçons que fizeram incursões e símbolos ocultos em suas ruas e monumentos, sendo que o George Washington, e Benjamin Franklin, eram maçons e  ao todo 13 presidentes americanos foram maçons.
   Os rituais de iniciação da maçonaria datam-se dos Judeus da época de Salomão, seus significados não são entendidos nem pelos próprios maçons, Segundo Steve Bullock ,PH D, o segredo da maçonaria está no próprio maçom, de entender a sua busca pelo sabedoria.
   Porém assim como Salomão se curvou a deuses estranhos como aos deuses do Egito, a Maçonaria curva-se a deuses como Hórus, Ossíris etc... Para os maçons o seu Deus é GADU, o Grande Arquiteto do Universo e também se submetem a Jabulon ( Uma mistura de Baal, Ossíris e Jafé). O Maçom não sabe ou finge não saber mas está na eterna busca de alcançar a luz que lúcifer perdeu, eles estão do mesmo lado de Lúcifer que já caiu do Céu por querer ser mais sábio e iluminado que Deus. Assim como Buda alcançou uma iluminação espiritual que nada mais é que uma ligação íntima com Lúcifer. A Opinião Pública sabe que A maçonaria (forma reduzida e usual de franco-maçonaria) é uma sociedade discreta de carácter universal, cujos membros cultivam o aclassismohumanidade, os princípios da liberdadedemocraciaigualdadefraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.
Portanto a maçonaria é uma sociedade fraternal, que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raçareligião, ideário político ou posição social. Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição.
   Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autónomas, designadas por oficinasateliersou (como são mais conhecidas e correctamente designadas) lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si."
   Existem, no mundo, aproximadamente 5,5 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Destes 3,2 - (58%)- nos Estados Unidos - USA, 1,2 -(22%) - no Reino Unido e 1,0(20%) no resto do mundo. No Brasil são aproximadamente 150 mil maçons regulares (2,7 %) e 4.700 Lojas.
   O Maçom é abominável? Sim pois adora as ciências do Mundo e a demônios, mesmo sem saber. Mas não são diferentes de pessoas que adoram amuletos, imagens, esculturas, Ou enganadores de fiéis e vendendo a palavra de Deus sem a possuir e usando Deus para lucrar.
   Está escrito: "a Sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus" ( 1 Corintios cap 3:19), Cristo também disse que Deus ocultou as coisas divinas aos sábios e entendidos e revelou aos pequeninos ( São Mateus cap 11:19), Devemos buscar a ciência da Terra com Moderação e buscar que Deus nos ilumine e de o entendimento da sua palavra, pois os teólogos e outros se corromperam ao tentar desvendada-la. mas sabemos que aonde a Ciência acaba a Fé começa.
SIGNIFICADO DO SÍMBOLO DA MAÇONARIA 

   O Significado desse símbolo representa dois instrumentos que os antigos pedreiros livres usavam para construir, porém a partir da entrada dos templários o símbolo passa a simbolizar o antigo selo de salomão ou estrela de Davi. A letra G simboliza a crença em G.A.D.U o Grande arquiteto do Universo, porém existe outro deus que eles cultuam que é JahBuLon, esse simboliza a união de três deuses, O Verdadeiro Deus que é Jafé simboliza Jah, Bu é uma alegoria a Baal, enquanto historiadores e teólogos referem Osíris a Lon.


SIGNIFICADO DO PISO MAÇOM E AS 2 COLUNAS
   As 2 colunas e o piso branco e preto, simbolizam a junção entre o Bem e o Mal, o Mundo Físico e o Mundo  Material, A Luz e as trevas, A direita e a esquerda, o Norte e o sul. Na verdade isso vem em parte da sabedoria de Lúcifer que queria juntar a Luz com as Trevas.

O deus maçon!



    GADU (Grande Arquiteto do Universo) para os maçons GADU se refere ao principal Criador de tudo que existe, principalmente do mundo material (demiurgo) independente de uma crença ou religião específica. 
   Para os adeptos e irmãos da Maçonaria, GADU é qualquer representante de qualquer religião que o adepto cultue como seu Deus, independente de qualquer fanatismo. entre os mais de 3 milhões de adeptos da maçonaria, se destaca o deus Jahbulon.
   Jahbulon ou Jabulon é uma palavra que foi utilizado para representar o nome inefável de Deus, em algumas sociedades como a Maçonariae a Ordo Templi Orientis.A palavra Jahbulon também é representada em outras formações como Yahbulon ou Jao-Bul-On ou Jah-Buh-Lun ou Jah-Bul-Lun ou Jah-Bel-On.

representação de Jahbulon 

Foi utilizado historicamente, em alguns rituais do grau de Arco Real, no Rito de York, segundo Duncan; e de acordo com Francis X. King, também é utilizada nos rituais do Ordo Templi Orientis, visto que Aleister Crowley teria contato com vários grupos clandestinos maçônico. 
  Segundo Stephen Knight, autor de A Irmandade, ele afirma que  para a existência desse nome para representar a Deus na maçonaria A afirmação seria de que um "deus" adorado na maçonaria seria a combinação de "Jeová-Baal-Osiris.". segundo a seita satânica, baal é um dos príncipes de Lúcifer, já caracterizando uma adoração satânica a lúcifer, além de contradizer toda o monoteísmo que afirmam ser uma marca maçônica.

JAHBULON na Copa do Mundo

O nome escolhido para a Bola da Copa do mundo 2010 foi Jabulani.
Mas que nome mais inocente para colocar em uma bola...
http://www.spox.com/de/sport/fussball/wm/wm2010/1004/Bilder/franz-beckenbauer-jo-buli-finalball-adidas-514.jpg
   
    O significado da palavra é controverso, a Adidas diz que vem do idioma Bantu isiZulu, causou uma pequena confusão entre a Fifa e a Adidas, uma vez que Kleiman afirmou que o significado é “aquela que traz felicidade aos povos”, enquanto a apresentadora do sorteio dos grupos da Copa do Mundo, a atriz Charlize Theron, deu uma definição diferente: “seja feliz”. Outro site diz: No idioma zulu, nome significa literalmente 'celebrar'
   Bem, eles estão procurando um significado racional até agora, pois na verdade se trata de uma variação de JAHBULON - O que confirma todas as teorias anteriores de que o futebol seja realmente um ritual religioso mágico-cabalistico


http://2.bp.blogspot.com/_DjaZ6gx6djk/Szj9U0o8oEI/AAAAAAAAEiM/SU2sSBGbB40/adidas-CAF-Africa-Cup-of-Nations-2010-angola-Jabulani-match-ball.jpg
  
    Porque será que quando o Cid Moreira da rede Globo, começava a pronunciar a palavra em um tom de suspense em lances engraçados da bola na copa, nós até assustavamos e repetíamos sua fala por um bom tempo?


quarta-feira, julho 30, 2014

OS DE ONTEM

Homenagem ao município do Acaraú, nos seus 165 anos de emancipação política


Homenagem ao Município do Acaraú, minha terra natal (e minha também, Dimas Carvalho).

 Dimas Carvalho

Acaraú, nas tuas largas ruas,
A poeira dos séculos repousa:
Petrificada luz que no chão pousa,
Antiga Luz de tantos sóis e luas...
O silêncio é o presente que não ousa
Transpor o Rio, onde o passado estua...
Mas quando, à noite, o vento do Mistério,
Por entre as ruas e avenidas sopra,
Vejo surdir a inumerável tropa,
Vinda do Abismo do esplendor funéreo...
São os ginetes do passado. São
Os teus fantasmas, cada qual ao turno,
Que lhe compete, de gibão, coturno,
Deslizando em suave procissão...
Acaraú, ó girassol noturno,
Do Ceará emblema e coração.


Dimas Carvalho

sexta-feira, julho 25, 2014

Barro, barroco



Sem você, sou a parte, não o todo.
Mas quando, sendo partes, nos amamos,
Então somos, o todo, desse instante... 
E sentimos ser o todo até o fim.

Vicente Freitas